quarta-feira, 24 de julho de 2013

Brasil em Cuba

Não sei o que posso dizer sobre a medicina cubana ainda. Ainda não formei uma opinião. Completando a minha terceira semana do estagio NBC aqui, vi algumas coisas que confirmaram o que eu pensava, mas que também me deixaram com um olhar mais critico sobre a realidade.

Aqui em Cuba é nítida a preocupação que as pessoas tem umas com as outras, a solidariedade impera. Sim, isto e real. A meu ver, a solidariedade e a alegria são características que mais marcam o povo cubano. Engraçado quando pensamos que a alegria aqui, depende de tão pouco. Isso me faz reafirmar como a felicidade não se relaciona mesmo com bens materiais ou com a própria liberdade. Enfim. Falando sobre medicina e do pouco que vi relacionado a saúde...

Vi que a medicina aqui funciona. Não sei se da melhor forma, mas funciona. Prova disso é que a população é satisfeita e a saúde é sim um bem de todos. No posto de saúde, um medico de família atende aproximadamente 1000 habitantes em um município e essa assistência é efetiva. Tudo é muito documentado. Eles vão as casas e sabem realmente sobre a historia de cada paciente. Acompanham de perto a vida de cada um.

Em uma das visitas que fiz como estudante de medicina, tínhamos uma prancheta especificando cada moléstia de cada casa. Sabíamos em qual casa e qual paciente estava com febre alta, por exemplo. Também já vi aqui muito da preocupação que o governo e as pessoas tem com os idosos, grávidas e crianças. Aqui eles recebem  muita atenção. Existem casas especializadas em cada município para tratar dessas pessoas.

Um pouco do que vi:

A casa dos Abuelos por exemplo, são centros especializados para cuidar de idosos no qual o objetivo principal  é a proteção e prevenção de saúde. Nesses espaços os idosos que são encaminhados por médicos de saúde da família recebem assistência medica e psicologia, alimentação e podem ficar o dia todo pagando 1 cuc por mês (moeda local que equivale a 1 dollar). Ainda não conheci nem os sanatórios e nem os asilos. Na realidade o que vi foi uma preocupação real por parte do governo para dar melhores condições de vida para os idosos. No Brasil esse programa não existe. O que há são casas particulares com custos muito altos.

Visitei também a casa das embarazadas. Esses são locais específicos para as grávidas ficarem internadas caso estejam passando por alguma situação de risco na gravidez. O governo resguarda essas mulheres. Essas casas são como se fossem uma enfermaria fora do ambiente hospitalar, no qual as grávidas passam meses sendo assistidas pelos médicos ate o momento do parto.

Não tive contato ainda com ambiente hospitalar. Fui somente no posto de saúde. La vi as mesmas coisas que notei em outros ambientes. Tudo e notificado, bem especificado, entretanto, vi um problema grave em relação a infra-estrutura. No dia que fomos no posto, não havia água. Nos postos, as luvas são reaproveitadas. Não há esse consumo exagerado de materiais como vemos no Brasil, mas ate que ponto isso seria benéfico ao país? Ao paciente? Ao profissional de saúde? Vimos o medico dar um injeção sem colocar as luvas.

Sabemos também que aqui em Cuba eles desenvolvem muitas pesquisas e focam todos os seus tratamentos nas principais doenças típicas. Aqui foram desenvolvidos medicamentos para doenças que são prevalentes. Em Cuba foi criado uma vacina para o câncer de pulmão, por exemplo. Existe outro medicamento que trata a ulcera do PE diabético, enquanto no Brasil a conduta seria a amputação.

Na realidade, o que vejo aqui, de verdade é a real preocupação com a saúde em todos os seus aspectos, que vão desde a prevenção, tratamento e cura. A população é muito esclarecida acerca dos principais problemas de saúde e as autoridades não se eximem da responsabilidade de informar. Existem cartazes de esclarecimentos bem didáticos sobre as principais doenças em vários lugares. Aqui, o importante é não adoecer e a logica da doença é outra. Alias, a doença aqui não é uma logica. Acredito que ainda tenho muito para ver...

Por Marina Costa

terça-feira, 2 de julho de 2013

Isto é CUBA




"Clima perfeito. Águas cristalinas. Cenário espetacular. 

Arquitetura imponente. Vida selvagem exótica. Vida noturna exuberante. 

E uma procissão distinta de carros antigos. 

Não se trata apenas de uma fuga para outra ilha. 

Isto é CUBA"






Bem vindo ao "Brasil em Cuba"

Por Marina Costa 

Muito além do peso

Sabemos que a formação do habito alimentar de um indivíduo é influenciado por uma série complexa de fatores que vai desde a identidade cultural aos vínculos criados com a família e as suas práticas alimentares. Ensinar a uma criança bons hábitos alimentares é muito mais difícil quanto parece. 

Ao assistir ao documentário “Muito além do peso”, fiquei impressionada com os casos reais de crianças que já no início de suas vidas estão obesas e são portadoras do Diabetes Mellitus tipo II, doença que é comum aparecer aos 30 anos. Graças a minha professora Tatiane Miranda da FASEH tive a oportunidade de perceber com esse documentário a força da indústria alimentícia e a permissividade dos pais da nossa época. 

É impressionante como a grande maioria das propagandas de comida para criança veiculam “brinquedinhos” e a ideia da “felicidade” ao alimento. Ao meu ver, essa prática seria aceitável se o que essas indústrias comercializassem fossem alimentos ricos em nutrientes e que pudessem contribuir para o desenvolvimento de uma criança. Na realidade, o que ocorre é o contrário. Os alimentos são excessivamente gordurosos. 

No entanto, como a formação do hábito alimentar é algo muito mais complexo, não podemos focar o problema apenas nas propagandas. Se não podemos "barrar" a industria alimentícia, podemos sim influenciar "nossos filhos" em relação as boas escolhas na hora de se alimentar: comprando alimentos mais saudáveis, tendo práticas adequadas e principalmente sabendo dizer “não”. 

Podemos? O documentário me deixou espantada com a permissividade excessiva dos pais nos dias de hoje. Em várias situações mostradas no filme a mãe ou o pai não conseguia substituir uma batatinha-frita por um pão por exemplo , por causa da reação do seu filho. É como se as crianças de hoje, já tivessem o poder de fazer as suas escolhas. Infelizmente eles não podem escolher e não tem consciência do que estão fazendo com o seu próprio corpo e com a sua saúde. Estão muito além do peso e antecipando ou criando problemas que não enfrentariam. Documentários como esse deveriam ser veiculados na televisão com uma freqüência muito maior do que são. Sensacionalistas ou não, essas fontes de informação nos deixam culpados e atentos pelas "nossas crianças".