sábado, 19 de maio de 2012

Político ou não? Eis a questão

Ao assistir a final da liga dos campeões, “a libertadores da Europa” como disse o meu namorado e ver o comentário dos apresentadores enquanto aguardavam até momento da prorrogação, me vi com a seguinte questão: político ou não?Tudo isso porque fiquei analisando o que os comentadores falavam e um comentarista me chamou atenção. Em um primeiro momento, quem comentou sobre o jogo foi o Walter Cassagrande e pra ser bem sincera,não prestei muita atenção.Não gosto de futebol. Logo depois o Caio Ribeiro começou a falar...e eu fui prestando atenção porque ele falava bem e eu vi que ele foi tentando se posicionar diante dos dois times, de uma forma extremamente ,eu diria, inteligente. Se posicionar de uma forma unilateral- logo,do lado de quem está ganhando-é uma das formas mais fáceis de se comportar. Difícil é tentar ver os dois lados,ver os dois times e tentar entender o contexto total. Eu sempre disse e continuo pensando que o futebol é um rico contexto de análises. Acredito que o bom desempenho provém muito mais do psicológico do que de uma excelente performance física(Não me esqueço de um jogo do Brasil no qual, o primeiro jogador errou o pênalti e depois ,em seqüência, todos os outros erraram também fazendo o Brasil perder).Enfim,voltando a questão,diante da fala do tal Caio Ribeiro eu comentei com o meu namorado- fissurado por futebol como qualquer homem comum-que eu tinha gostado do comentário daquele moço.Ele rapidamente concordou que sim, que ele falava bem, porém nunca tinha o visto criticar ninguém, que esse Caio Ribeiro era político. Foi aí que eu pensei: será que aquela pessoa que consegue ir além e descobrir algo positivo além do que todos estão vendo(o fracasso,no caso) é um político ou um bom entendedor da alma humana? O futebol nada mais é do que uma representação de como nós, seres humanos, nos portamos diante das vitórias e derrotas.Portanto comentaristas e leitores, políticos ou não, tentem sempre entender os dois lados porque nem sempre quem ganha é quem realmente jogou melhor.E sim, o Chelsea ganhou.



segunda-feira, 14 de maio de 2012

Vivendo na selva de pedras

Estou realmente preocupada com o estilo de vida que estamos levando. Fico pensando se a maneira que vivemos é uma escolha nossa, uma imposição da sociedade ou se simplesmente nos deixamos levar, sem questionar.

Hoje fiquei presa num congestionamento de 2 horas e meia, as seis da tarde, na via expressa de Belo Horizonte. Chovia forte, os ônibus não paravam nos pontos, as pessoas iam ficando cada vez mais irritadas e eu me vi presa àquilo tudo, impotente, com fome, cansada, sem poder fazer absolutamente nada. Pô, mais uma vez, me roubaram duas horas do meu dia. O saldo no final do mês é enorme e a sensação de devedora é horrível.

Embora eu venha presenciando momentos como esse em espaços de tempo cada vez mais curtos, o espanto de hoje foi maior e me fez refletir sobre a quantidade de horas que cada pessoa passa diariamente dentro dos carros, enlouquecendo. Imagine um carro parado no trânsito, rodeado de milhares de outros automóveis barulhentos e poluidores. Ele acaba se tornando uma estufa de angústias, estresse, nervosismo, que com certeza explodirão mais tarde na família, no trabalho, nos amigos. E isso, meus queridos, acontecerá durante todos os dias de nossas vidas, com previsões de piora gradativa com o passar dos anos, se alguma coisa não mudar. É ou não um bom motivo para pirar?

Se a culpa é da prefeitura, dos moradores, da acomodação das pessoas que não buscam melhorias, das industrias que colocam cada vez mais carros nas ruas, da falta de consciência ambiental... sei lá. O que sei é que toda essa desordem está me gerando algum tipo de sociopatia, uma intolerância ao caos ou simplesmente uma dessas síndromes da vida moderna, que estão tão em alta.

A solução eu ainda não encontrei. A vontade que me corrói a cada instante é a de abandonar BH e sair voando para um lugar onde eu possa garantir uma qualidade vida e um bom estado de saúde mental para os meus próximos anos. Enquanto isso não pode acontecer, fico aqui aprendendo a lidar com os "senhores Walker", os patetas da nossa cidade. 

Não sabe quem é o senhor Walker? Então assista o video abaixo. É genial.


Pelo NÃO

Ao ler a postagem da Bella, tive muita vontade de escrever.

Porque na maioria das vezes optamos pelo não? Pelo não-exagero, pela não-pergunta,pela não-exposição?

Em seu post ela disse que gostava de escrever, porém tinha vergonha, por isso optou por não escrever.

Porque não optamos pelo sim?

Porque não optamos por escrever, e escrever mal (não é o seu caso Bella, que com toda simplicidade e singularidade escreveu muito bem e mostrou quem é você ...) simplesmente por fazer o que nos move? Já vivemos em função do que nos é imposto e ainda temos que nos tolher diante das nossas vontades? Nesse blog nós optamos pelo SIM, em escrever por escrever, para satisfazer as NOSSAS necessidades.

Por Marina Costa

domingo, 13 de maio de 2012

Eu, escritora

Escrever: difícil tarefa da qual fui incumbida a realizar e que não sei como fazer. A princípio, escrever parece fácil, mera representação da nossa fala, do nosso pensamento...  Mas e se não temos o que falar? Falar sobre o que falar pode ser uma saída. 

A vida toda admirei quem se expressa bem. Meu amigo Lucas Paio, por exemplo, é um escritor nato, de criatividade impar. Ele, com uma clareza sem igual, se expressa de maneira simples e objetiva. Fala com poucas palavras aquilo que eu, uma prolixa assumida, não consigo dizer em um longo discurso. Fiquei imaginando se isso era algum bloqueio, alguma falta de organização mental ou algum dom do qual eu não fui agraciada. Não, não é nada disso. Ouvi dizer que escrever é um ato de prazer e prática. Satisfação pela ideia de escrever eu já tenho, agora só me falta praticar.

Também descobri que tenho vergonha de expor meus pensamentos. Sempre penso que quem vai ler o que eu escrevo me achará uma boba, corrigirá os meus erros ou me ridicularizará diante as minhas ideias. Tenho medo que isso aconteça, porque morreria de vergonha.  Por isso, nos últimos anos, optei por não escrever.

Porém, hoje, no meio disso tudo, fui empurrada para fora da minha zona de conforto. Aceitei a participar deste blog coletivo, em que cada um dos escritores tem a autorização e o incentivo a escrever o que quiser e da maneira que quiser. Pronto, encontrei minha chance de “sair do armário”. Bem ou mal será um espaço para eu treinar minhas habilidades dissertativas e testar as minhas possibilidades. Quem sabe não encontro dentro de mim uma Clarice adormecida?  Pensar positivo faz parte da nova fase de escritora.

Obrigada, meninas (e DePinho), pela oportunidade.

Bella

O que pode surgir entre quatro cadeiras?

Foi por pensar assim e para dar continuidade as discussões intermináveis durante o nosso famoso “domingo literário” (http://domingoliterario.blogspot.com.br) é que resolvemos criar esse blog.  Criado por 4 amigos que tem em comum o gosto pela leitura-  literatura,  música, história, ficção e “a saga de tião”- é que decidimos abrir nossos pensamentos e  estender todas as nossas reflexões nesse, que foi por nos designado, “mini-diário” aberto. Discutiremos sobre tudo e vocês leitores estão convidados a participar desse momento que é nosso e que se repete há mais de um ano entre quadro cadeiras.




Por Marina Costa