Escrever: difícil tarefa da qual fui incumbida a realizar e
que não sei como fazer. A princípio, escrever parece fácil, mera representação
da nossa fala, do nosso pensamento... Mas e se não temos o que falar? Falar
sobre o que falar pode ser uma saída.
A vida toda admirei quem se expressa bem. Meu amigo Lucas
Paio, por exemplo, é um escritor nato, de criatividade impar. Ele, com uma
clareza sem igual, se expressa de maneira simples e objetiva. Fala com poucas
palavras aquilo que eu, uma prolixa assumida, não consigo dizer em um longo
discurso. Fiquei imaginando se isso era algum bloqueio, alguma falta de
organização mental ou algum dom do qual eu não fui agraciada. Não, não é nada
disso. Ouvi dizer que escrever é um ato de prazer e prática. Satisfação pela ideia de escrever
eu já tenho, agora só me falta praticar.
Também descobri que tenho vergonha de expor meus pensamentos.
Sempre penso que quem vai ler o que eu escrevo me achará uma boba, corrigirá os
meus erros ou me ridicularizará diante as minhas ideias. Tenho medo que isso
aconteça, porque morreria de vergonha.
Por isso, nos últimos anos, optei por não escrever.
Porém, hoje, no meio disso tudo, fui empurrada para fora da
minha zona de conforto. Aceitei a participar deste blog coletivo, em que cada um dos
escritores tem a autorização e o incentivo a escrever o que quiser e da maneira
que quiser. Pronto, encontrei minha chance de “sair do armário”. Bem ou mal será um espaço para eu treinar minhas habilidades dissertativas e testar as
minhas possibilidades. Quem sabe não encontro dentro de mim uma Clarice
adormecida? Pensar positivo faz parte da
nova fase de escritora.
Obrigada, meninas (e DePinho), pela oportunidade.
Bella
Bela, escrever é o ato de se re-descobrir...é uma forma de organizarmos o que há no nosso pensamento por meio das palavras. Estou muito feliz em termos, todos juntos, contribuído com essa idéia do blog para podermos praticar e como você mesmo disse, testar todas as nossas possibilidades!
ResponderExcluirBem vinda "Clarice"...
Beijo
Marina
"Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador. Escrever é também abençoar uma vida que não foi abençoada."
Clarice Lispector